segunda-feira, 24 de maio de 2010

Meio.meio.



A noite começou, ruidosa como sempre. HG chegou, conversas pequenas e sem nada potencialmente vital, Resolvi falar de algo importante pensei que ele estivesse ouvindo mas quando percebi ele já estava do lado de fora fumando e bebendo café com um amigo.
Quando entrou me pediu xícaras especiais pois mais dois amigos tinham chegado, perguntei:
Você me ouviu?
 Depois você me conta. Apontei o local onde as xícaras estavam guardadas e fui tomar banho.




Empurrei Luna porta a fora pra que parasse de me rodear e gritar, ela entalou com um grampo e por frações de segundos desejei que ela morresse, Hg acudiu enquanto eu fiquei sentada na cama vendo ela ficar vermelha e tentar tossir, saí do quarto quando vi que ela estava salva, quis rir mas alguma coisa não permitiu que isso ocorresse.HG me chamou mas não respondi era tarde, a parte que não se importa nem consigo mesma estava predominando cada célula minha.


O ouvido esquerdo começou a zunir de maneira violenta, e as coisas absurdas que ultimamente tem passado por minha cabeça começaram a dançar na minha frente. Veio um cansaço e uma raiva muito grande, coisas ruins e amargas cantaram em minha cabeça e precisei lutar forte pra trazer Tânia de volta.


 Ela voltou, Eu voltei, mas cada vez que ressucito ou assumo o controle, sinto que o fel e o absinto estão beirando niveis absurdos.






Estou com raiva.
Do ponto de vista geral há sempre solução ou razão ou outra coisa qualquer que justifique a continuidade, vocês não compreendem que eu cheguei ao meu limite? Que é e foi coisa demais pra mim? Que meus muros estão ruindo e eu estou ruindo junto com eles?




Que minhas espadas estão partidas e cegas e meus ecudos rachados? E que mesmo querendo ser eu não consigo mais ser forte, Mas ainda consigo disfarçar todas as minhas fraquezas.


Eu preciso de paz.
Só mais um dia, aguente só mais um dia...
Morrendo mais um dia.




SOCORRO! SOCORRO! SOCORRO!

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