quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Contando segredos




Bem, bem, Vos disse que voltaria... Eu sempre volto....


Hoje ainda não falarei de todas as coisas maravilhosas e encantadoras que estão a acontecer em minha vida, vou citar uma frase de uma amiga-irmã:


''donaDani'':'' Amiga, eu sei que ta tudo uma desgraça na sua vida, eu sei, ta tudo uma merda, mas você encontrou um amor verdadeiro, você ama e é amada, meio mundo mataria pra ter isso, então seja feliz por ter algo tão valioso, o resto vai chegando aos poucos.'' é né??? Eu respondo... Ela: Você é foda!


Preciso voltar pra contar minúcias desses dias...


Mas eu volto e conto, hoje vim mostrar um lado meu que boa parte desconhece, nunca fui carola, nem beata, nem santa, nem muito crédula, sempre fui do time do ''Por que'' e os meus porquês, sempre ficavam sem resposta. Pouca coisa me dava e me da paz, pouca coisa me fazia reconhecer a existência de algo maior, mais potente e mais forte. Fitar o universo, a natureza... Tudo isso me enchia de porque(s)... Cabeça de criança-teimosa-e aquariana.



Um dia, bendito dia, depois de uma surra (...)... Depois dos gritos.... Depois de minha eu criança-quase aborrecente, praguejar o universo.....


Os sinos, já disse que sou apaixonada por sinos??? Sim os sinos tocaram, fazia tempo que Tânia não vertia uma lagrima sequer.... Fazia tempo que havia se conformado.... Fazia tempo que não conversava com nada... E ae, do quintal.... A melodia começou.... E a porra de uma onda estranha de raiva, revolta e pequenez invadiu cada ínfimo poro meu.... E Tânia se dobrou.


Lembrei disso, porque o vizinho colocou a mesma dilacerante canção pra tocar ás 18 horas. Fiquei muda na sala.....Não sou católica, não creio na virgindade de Maria, e em metade das mentiras que envolvem o manto da mesma.... Mas........


Desde aquele fatídico dia, não existe canção que me arranque à razão como essa. É uma luta, um embate entre a minha não fé e algo derradeiro que me arrebata. Só sei que caio. Razão pela qual todo casamento em que á mesma é executada, vou ás lagrimas de forma involuntária.....((Entre outras coisas)).



O que eu senti naquela meia tarde-meia noite??? Medo. MEDO.


O colo sagrado que nunca veio, a mão protetora que nunca existiu, os olhos maternos que nunca me fitaram com ternura, a sensação de orfandade, de ser a criança que chora por braços que nunca existiram, era a sensação de não pertencer, de não ser nunca, e pra piorar, hoje percebi que essa sensação nunca passou.



Hoje do alto de meus 25 anos.... Ainda sou órfã.


Bem, estou ouvindo a canção de novo... Está ruim continuar... Já falei demais....






Querendo, ouçam .














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