sexta-feira, 21 de novembro de 2014

23:13

Nesse pequeno instante, versos se desmacham! Rosas teimam em murchar e o sol se foi faz tanto tempo.
Navegam em ondas incertas folhas de algodão. Não possuem nenhum perfume, são apenas as folhas que algum vento maldoso soprou.

As preces sobem aos céus que nada são além de gases tingidos, elas sobem e sobem e ficam por fim presas num vazio onde nada as ouve ou as observa.  As folhas de algodão rodopiam numa espiral triste de morte e afundam e afundam num mundo frio, vivo e sem fim.

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